FUNDACAO ECA DE QUEIROS

Jacinto, habituado aos bons velhos vinhos do Porto da adega do avô e aos opíparos jantares parisienses, regados a champanhes e aos mais raros borgonhas e bordéus, desde um Chatêau d'Yquem a um Romanée-Conti, entusiasma-se com o seu recém-descoberto vinho de TORMES, caindo do alto, da bojuda infusa verde - um vinho fresco, esperto, seivoso, e tendo mais alma, entrando mais na alma, que muito poema ou livro santo. Eça de Queiroz 'cantou-o', nós cuidamo-lo hoje e a vós de bebê-lo, para poderdes 'cantá-lo', depois de vos ter entrado na alma! Produzido na sub-região de Baião, de côr citrina, apresenta aroma e sabor frutados, muito típicos da casta Avesso que lhe deu origem, estando os seus valores analíticos compreendidos dentro dos seguintes intervalos: * 11 a 12,5% para o álcool total; * 6 a 8,5g/l para a acidez fixa, sendo o valor do sulfuroso total não superior a 150mg/l. O vinho de Tormes e a sua Qualidade A 22 de Julho de 1986 teve lugar, em Nova Iorque, uma prova de vinhos fora do comum nos Estados Unidos, organizada pelo Instituto do Comércio Externo — ICEP, Delegação de Nova Iorque, com a colaboração da directora da Académie du Vin, Melissa Seré. A prova de vinhos consistiu na comparação de 8 vinhos portugueses e 8 vinhos franceses, provenientes de castas e/ou microclimas semelhantes, apresentados por Pasquale Iocca, afamado enólogo americano. Provados dois a dois, sem rótulo, os vinhos foram então discutidos e avaliados por jornalistas de renome, importadores, distribuidores e ‘connoisseurs’, antes de serem apresentados.